Saltar para o conteúdo

Guias

As melhores apps de finanças pessoais em Portugal

9 min de leituraAtualizado em

Quase todas as listas de apps de finanças pessoais que circulam em português foram escritas a pensar noutro país. Este guia parte da pergunta certa: o que é que uma app tem de saber para ser útil a quem vive em Portugal?

Neste guia7
  1. 1Os quatro critérios que decidem, em Portugal
  2. 2Categoria 1: as apps do próprio banco
  3. 3Categoria 2: as apps internacionais de orçamento
  4. 4Categoria 3: a folha de cálculo
  5. 5Categoria 4: as apps de divisão de despesas
  6. 6Onde é que a Navefi entra
  7. 7Como escolher em dois minutos

Os quatro critérios que decidem, em Portugal

Uma app pode ser excelente e continuar a não servir cá. A diferença está quase sempre nestes quatro pontos.

  • Liga aos bancos portugueses. Se não ligar à CGD, ao Millennium BCP ou ao Novo Banco, vai passar a vida a importar ficheiros.
  • Percebe o cartão refeição. O subsídio de refeição não é dinheiro normal. Uma app que o some ao orçamento do supermercado dá números errados.
  • Ajuda com o IRS. As deduções têm tetos anuais. Uma app que só mostra o passado não ajuda a decidir em outubro.
  • Está em português de Portugal. Não é vaidade. É a diferença entre perceber uma categoria à primeira e ter de a traduzir de cabeça.

Categoria 1: as apps do próprio banco

Todas as apps dos bancos portugueses evoluíram muito e todas têm hoje algum tipo de gráfico de despesas. São gratuitas, são seguras e já estão instaladas.

O limite é estrutural, não é técnico. A app do seu banco mostra o seu banco. Se tem conta à ordem num sítio, poupança noutro, um cartão de crédito de um terceiro e a corretora à parte, nenhuma dessas apps consegue responder à pergunta mais simples de todas: quanto é que eu tenho?

Servem bem para quem concentra tudo num banco só e quer apenas saber para onde foi o dinheiro do mês.

Categoria 2: as apps internacionais de orçamento

São maduras, bem desenhadas e há muitas. O problema é que foram construídas para os Estados Unidos ou para o Reino Unido, e isso nota-se em detalhes que aqui não são detalhes.

A cobertura bancária portuguesa costuma ser parcial e chegar tarde. As funcionalidades fiscais não se aplicam. O cartão refeição não existe no modelo de dados. E o apoio ao cliente responde em inglês, num fuso horário diferente.

Servem bem para quem vive entre países, tem contas em várias moedas e não precisa de nada de específico de Portugal.

Categoria 3: a folha de cálculo

O Excel e o Google Sheets continuam a ser as ferramentas de finanças pessoais mais usadas do mundo, e por boas razões. São gratuitos, fazem exatamente o que quisermos e ninguém nos tira os dados.

O custo é o tempo e a disciplina. Uma folha honesta exige lançamento manual, e o lançamento manual falha. A maior parte das folhas de orçamento é abandonada entre o segundo e o quarto mês, não porque estava mal feita, mas porque a vida entrou pelo meio.

Servem bem para quem gosta do processo, tem poucos movimentos por mês, ou precisa de uma lógica muito particular que nenhuma app cobre.

Categoria 4: as apps de divisão de despesas

Resolvem muito bem um problema estreito: quem deve a quem, depois de uma viagem ou numa casa partilhada.

O que quase nenhuma faz é ligar essa conta às suas finanças. Quando paga um jantar de cinco pessoas, a app de divisão regista o total e depois os acertos, mas o seu orçamento de restaurantes fica com o valor errado. A sua parte era um quinto.

Onde é que a Navefi entra

A Navefi foi construída para o caso português e para juntar estas categorias numa só. Liga-se a doze bancos portugueses ao abrigo da PSD2, importa extratos quando o banco não está disponível, trata o cartão refeição como saldo à parte, acompanha as despesas dedutíveis no IRS ao longo do ano e inclui divisão de despesas que devolve a sua parte ao seu orçamento.

Tem ainda um assistente que responde em português com os seus números à frente, e uma vista de património que junta contas, investimentos e imóveis com a dívida do outro lado.

O plano gratuito não expira e inclui importação de extratos, categorias automáticas e orçamentos. A ligação automática ao banco custa 69 euros por ano.

Como escolher em dois minutos

Responda a três perguntas e a escolha fica quase feita.

  • Tenho contas em mais do que um banco? Se sim, precisa de agregação, e a app do banco fica de fora.
  • Recebo subsídio de refeição em cartão? Se sim, precisa de uma app que o trate à parte.
  • Quero acompanhar as deduções do IRS durante o ano? Se sim, precisa de uma app que conheça os tetos portugueses.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor app de finanças pessoais em Portugal?

Depende do caso. Para quem tem contas num só banco e quer ver as despesas do mês, a app do próprio banco chega. Para quem tem contas em vários bancos, cartão refeição, investimentos ou quer acompanhar as deduções do IRS, é preciso uma app de agregação construída para Portugal, como a Navefi.

Existe alguma app de finanças pessoais gratuita em Portugal?

Sim. A Navefi tem um plano Base gratuito sem prazo, com importação de extratos, categorias automáticas, orçamentos, património e divisão de despesas. A ligação automática ao banco é a funcionalidade paga.

É seguro ligar a minha conta bancária a uma app de finanças?

É, quando a ligação usa a PSD2. Nesse modelo autentica-se no site do próprio banco, a app nunca recebe a sua palavra-passe e o acesso concedido é apenas de leitura, sem possibilidade de iniciar pagamentos. Pode retirar a autorização em qualquer momento.