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Despesas dedutíveis no IRS: guia prático para não deixar dinheiro na mesa

8 min de leituraAtualizado em

As deduções do IRS têm limites anuais. Quem só olha para elas quando entrega a declaração já não pode fazer nada. Quem olha em outubro ainda pode.

Neste guia6
  1. 1Como funcionam as deduções, em duas frases
  2. 2As categorias que mais pesam
  3. 3A regra que quase todos falham: pedir fatura com NIF
  4. 4Verificar no e-fatura não é opcional
  5. 5Porque é que outubro é o mês certo
  6. 6Como a Navefi ajuda

Como funcionam as deduções, em duas frases

Certas despesas que faz durante o ano dão direito a abater uma parte do imposto a pagar. Cada categoria tem uma percentagem que conta e um teto máximo por agregado.

A consequência prática é esta: acima do teto, gastar mais na categoria não traz benefício fiscal nenhum. Abaixo do teto, há margem por usar. Saber em que lado está, e quando, é a única coisa que interessa.

As categorias que mais pesam

Estas são as linhas onde a maior parte dos agregados portugueses tem valores relevantes.

  • Despesas gerais familiares: supermercado, vestuário e a maior parte do consumo do dia a dia, desde que com o NIF na fatura.
  • Saúde: consultas, medicamentos, óculos, dentista, seguros de saúde.
  • Educação: propinas, creches, colégios, manuais escolares, explicações.
  • Habitação: juros de crédito à habitação para contratos antigos, ou rendas de habitação permanente.
  • Lares: encargos com estruturas residenciais para idosos.
  • Exigência de fatura em setores específicos: restauração, cabeleireiros, oficinas, ginásios e veterinários, com uma parte do IVA suportado.
  • PPR e outros regimes de poupança, dentro dos limites do escalão etário.

A regra que quase todos falham: pedir fatura com NIF

Uma despesa sem o NIF na fatura simplesmente não existe para o Fisco. Não há forma de a recuperar depois.

Vale a pena o hábito, sobretudo nos setores com dedução do IVA, onde uma parte do imposto suportado volta diretamente.

Verificar no e-fatura não é opcional

As faturas emitidas com o seu NIF aparecem no portal e-fatura, e muitas ficam pendentes de classificação. Uma despesa pendente e não classificada pode acabar na categoria errada, ou em nenhuma.

O prazo de validação é no início do ano seguinte. Fazer isto de uma assentada em fevereiro, com centenas de linhas, é o que leva as pessoas a desistirem a meio.

Porque é que outubro é o mês certo

Imagine que está a 200 euros do teto da categoria de saúde e tem uma consulta de rotina para marcar. Se a marcar em dezembro, conta para este ano. Se a marcar em janeiro, conta para o ano seguinte, onde talvez o teto já esteja cheio.

Não se trata de gastar para deduzir, o que quase nunca compensa. Trata-se de escolher a data de despesas que já ia fazer de qualquer maneira.

Como a Navefi ajuda

A Navefi classifica as suas despesas ao longo do ano e mostra, por categoria dedutível, quanto já acumulou e quanto falta para o teto.

O calendário fiscal marca as datas do IRS, do IMI e do IUC, com aviso antecipado. E a exportação por categoria e por período dá ao contabilista um ficheiro que ele consegue usar.

Nada disto substitui o portal das Finanças nem aconselhamento fiscal. Serve para chegar lá com os números arrumados e sem margem por usar.

Perguntas frequentes

Que despesas dão dedução no IRS em Portugal?

As principais são as despesas gerais familiares, a saúde, a educação, a habitação, os lares, e uma parte do IVA suportado em setores como restauração, cabeleireiros, oficinas, ginásios e veterinários. Cada categoria tem uma percentagem dedutível e um teto anual por agregado.

Preciso mesmo de pedir fatura com NIF?

Sim. Uma despesa sem o NIF na fatura não é comunicada ao Fisco e não pode ser recuperada depois. É a condição básica para qualquer dedução.

Quando devo verificar as despesas no e-fatura?

O prazo formal de validação é no início do ano seguinte, mas convém verificar ao longo do ano. Faturas pendentes de classificação acumulam-se e classificar centenas de linhas de uma só vez é o que leva a maioria das pessoas a desistir.